segunda-feira, 30 de junho de 2008

Esse mundo não merece nossa tristesa

"E se eu disser que eu nunca sei mesmo a direção? E se eu disser que toda vez que eu achei que ia acertar eu na verdade só arrisquei? Você ainda ia querer? Diz. Eu seria ainda o que sou para você? E se eu disser que eu nunca soube nada de minha vida, que eu sempre deixei tudo passar por mim e as vezes ia, as vezes nao ia, dependendo do gosto do café. Você ia querer? Será que ia mesmo? Minha vida é correr contra os carrinhos na montanha russa esperando vencer o impossível e não ser levado outra vez para trás. Você entende? Ainda assim quer? Pensa... Eu não sei nada. Só sei ser assim. Eu sequer me entendo. Nunca consegui brincar de ter certeza. Nunca consegui 100% de não dúvida. Ainda? Ninguém esqueceu a sombra em meu quarto. Ainda assim eu fugi. Ninguém passou com pressa por mim. Ainda assim segui... e caí no buraco da árvore. Eu sempre fui... Sempre passei... Sempre acreditei em minhas próprias estórias. E nunca dormi. Sempre vi tudo chacoalhar meus cabelos e deixei me levar. É isso? Nunca morei em uma só casa. Nunca fiquei em um só plano. E é sempre o gosto do café. Nada concreto. Nenhuma teoria. Nenhum cálculo. Só correr contra a brisa pra sentir o gosto da chuva na boca. Nunca cresci. Agora perdi o trem. E ele não para mais pra mim. E se eu dissesse que eu também não quero que ele pare. Você ia querer? Será que ia mesmo? Eu mesmo nunca sei..."




Original de meu livro, "Os Funerais do Coelho Branco".

sábado, 21 de junho de 2008

Por de trás dos dentes.

"Abençoe ou cuspam na fome, pois ela impossibilita o Homem de atingir o ápice do orgulho."

G.Bastos

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Passagem do Livro "Joelhos de aço" de G.Bastos

"Deixar que o proxímo instante se torne vazio é a sacada do erro.Enxergar o Instante Vazio é a sacada do nada.Não encontrar o Fundo é a sacada do infinito.Fechar os olhos é a sacada do Fim do Mundo.



Inspirado na conversa que tive com meu Amigo Márcio Marcelli.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Faculdade de Tecnologia de São Paulo.

A sala esta inundada com fumaça.A fumaça vai inundando cada centímetro,tomando conta de tudo.
A Fumaça faz a sala inclinar de um canto a outro,tornando tudo muito instável.A sala não transborda com a contenção e o acumulo grande de fumaça.Sempre surge uma nova veia,um canal que despeja mais fumaça na "pobre" sala.
Ao lado de fora da sala,é possivel enxergar duas janelas com vidros castanhos,porém deste ponto não se pode ver a tamanha concentração de fumaça no interior da sala.
A sala fica paradinha e a fumaça se deita ainda mais...Quem poderia conter o fluxo?


"Mais perto da essência o sentido respira mais nem sempre o ar mais puro se tem"



G.Bastos