domingo, 17 de agosto de 2008

É De Cinza.

São Paulo que venho descobrindo, longe dos grandes centros é nada menos que; uma clareira e que em teimosia salpica gotículas em minha janela nesse meio de ano onde fica assim tão Augusto dos Anjos, com a cara feita viúva de cem anos de solidão.
Confesso que tenho um desvio e penso gostar de ti e não sei se é de dentro pra fora ou o contrario a isso.


São Paulo que escorre com os dias, e que tanto sei o quanto me observa.
Porque pareço sombra nesses dias em que o material faz as cabeças ricas fracas que se põe a pé.

São Paulo Amante cúmplice, e que observa da janela.
São Paulo complacente que salpica gotas em minha janela, feito tempero de salada de mamãe.

Eu aqui assistindo minha juventude por ai, feito nuvem, e tu com seu jeito tão Cidade grande, tão São Paulo e feito São Paulo.

São Paulo que inspira as letras e as faculdades de ensino boca de quarto,que inspira o jantar de madrugada e que carrego embaixo dos pés...ou será acima da cabeça?



G.Bastos.

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