sábado, 27 de fevereiro de 2010

Quando a alma quer trepar e o corpo faz cara feia.

(Dedicado a Gabriel Garcia marquez)


O sol pode queimar de uma só vez, sem refletir se quer um instante, já a a lua não; ela é paciênte e enloquece, quem esta atento a ela, pouco a pouco, sedutora de embriagados, de mentirosos, de homens tortos, que já não tem razão.Quando eles não dormem mais, devido ao fato de te-los coberto de paixão, eles vagam por ai, se orientando por ela (é como um maestro regendo uma orquestra, ambos doentes) e definhando aos poucos, porque podem sentir ou porque ainda lhe restam olhos e quando tem um lapso de sobriedade caem no loucura logo a frente, pois percebem que não podem alcança-lá a corpo nu.


As estrelas são prostitutas mais vendida que cigarro e seus comerciais, putas da mesma linhagem que Rosa Cabarcas, contribuem com o espetáculo, e os homens se espedaçam com todo o cénario, e vestem suas fantasias, e espedaçam também suas fantasias, mas estão sempre fantasiados.
Daí já passou, mas o "Dáí já passou " também é historia, também foi caminho.Caimos...


2º Ato (Com sangue na garganta)


...Caimos e não tocamos o chão e choramos pois não conseguimos ser Deus, e assaltar o céu foi pretencioso demais.
O vento forte e paciente, sutil e pagão, nos arrancou os ossos de dentro da carne e atravessou a pele, e ficamos sem rigidez, pós-olho-do-furacão, caimos e não tocamos o chão, inertes mirando o céu.


1°(Retorno a demo "personal choice" anos 90 não vivido,porém escrevemos na parede do Luar rock bar Tandy Andy Frandy e usamos Vans durante toda a apresentação)

Estrelas que são putas e a lua, uma Deusa paciênte com olhos de loucura, sedutora, indiferente, o corpo sem rigidez mirando a lua e a lua de lá espanca...


O corpo deseja a lua, mas a lua é sedução e não cai sobre ela "culpa", o corpo deixou penetrar pelos olhos a sedução, a doença (mas o que seria do corpo sem doença?)a loucura e tambem o efeito das prostitutas.

O corpo batendo os dentes, trepida está louco, sem cura, viciado, caindo sem encontrar chão e sem a rigidez dos ossos, que o vento levou, e no final é só uma festa na boca do mundo, que tem "fome de tudo".
Agora, por fim, todo o espetaculo quem criou foi o proprio corpo, talvez ao meio dia o sol venha e acabe com a doença do corpo e outras doenças do mundo.
Que o vento pare também de brincar e devolva os ossos para a rigidez do corpo, e alguem convençpa a lua a deixar a razão do corpo em paz e as estrelas não lhe oferecer mais opio, afinal ou por fim, ou que assim seja o corpo é uma criança.

G.Bastos.


Original do meu livro virtual entitulado á principio como, "Olivernação", e que está em construção em meio a minha vida real.