quarta-feira, 26 de maio de 2010

Dez mil por hora quase parando

É quando me ponho a te olhar a menos de dez centmetros, que sinto a imensidao de sua alma, e voce calada me olhando destila liberdade em demasia, transborda em cima de mim, e só sinto o mesclado de fé que você tem, o mesclado de disposição viva, o mesclado de pureza, e também não posso negar o mesclado de um passado talvez que tenha sido feio a alguns olhos, mas ao que me parece você deixa transbordar nesse ultimo mesclado, mais lição do que tristeza, (inteligente, porque afinal quem gosta de tristeza?só aquele que esta além da morte, acredito eu.) e lá eu fico a menos de dez centimetros sendo invadido, aguardando o toque, aguardando o calor de sua respiração, aguardando a materia fisica de seus fluídos, instantes que parecem o olhos do furacão, o tremer da terra da minha aldeia, tudo em fraçoes de segundos, e eu ... ah eu disfarço bem, em meio ao meu caos particular, em meio ao meu lugar, local, CEP e origem, tento me distrair com o cénario em minha volta, essa coisa de mundo real que eu acho ate pra baixo, mas fazer o que?! porque talvez a mistica que ocorre quando estou a menos de dez centimetros de você possa ser uma das coisas mais rebeldes nessa minha vida, perco a razão, perco a condição de ser pensante, quando você me toma feito criança, você destroi exercitos, tenha certeza disso, minhas armas miram o céu, e a minha fulga seja talvez pensar na possibilidade de voce não saber desse segredo, a possibilidade de você não ter noção do seu impacto, do seu poder de movimento, e tudo isso, todo esse mesclado agora que engloba todos os sentimentos e se posta na minha frente e me faz se sentir ainda mais vivo, parece paradoxo, mas me faz feliz (em mais uma das variadas formas de felicidade, relatividade movimento em alta).
Pois conheço solo, mas ali a menos de dez centimetros dos seus olhos castanhos "eu toco nuvens", e o que não deveria ocorrer, ou melhor, o erro na vida de seres humanos como eu , seja se limitar a não conhecer a perspectiva de uma visão no campo das nuvens, com medo de se esborrachar ao fato de temer voltar as solo, ao fato de passar sua existencia com sua perspectiva de solo, sua segurança morta de visão de solo.Por fim, se é que a ideia fim tem cabimento ou razão para existir, gostaria de marcar o papel, e fazer uma das coisas que mais acho nobre da minha parte, que é escrever, e melhor ainda conseguir escrever quando estou carredo de muito pensamento, e com a linha de pensamento que mais desejo quando meu coração esta cheio e não esta pesado, e consigo conduzir as palabras antes da tinta, pois bem, não tenho medo dos nossos momentos, não tenho medo de estar com você, não tenho medo de levar meu corpo, pensamento e existencia ate você e o que vai além, poder dizer "não me arrependo das coisas que fiz, fiz sem medo", saiba você, hoje eu continuo carregando tudo que me fez chegar ate aqui, familia,mestres,amigos, e gratidão, o todo ate aqui vive por detrás dos meus olhos, e hoje você também está por detrás dos meus olhos, e "hoje, vive", fico com um sentimento de satisfação e ao mesmo tempo procurando em mim mesmo, em minhas memorias em qual ponto fiz por merecer e me dar ao luxo de ter pasado tempo tão proximo desse ser humano que você vem se mostrando.
Penso as vezes em Holden caulfield, Rodion Rasconiekov, Supertramp (meio viagem né?!)e também no Fabio com seu personagem "Nene Altro" e assim, talvez seja como algumas pessoas em algum momento resolvem levar suas vidas, assim como você tenha escolhido carregar sua vida e também a forma como eu escolhi conduzir a minha e tudo isso nos faça ter afinidades ou talvez não, talvez a nossa falta de planos que veio posterior a nossas desilusões de mundo, mas talvez não...E de novo a menos de dez centimetros eu me cinto de pé, e sem guerra de orgulho, sem guerra de vaidade e outros tantos sentimentos não nobres do gênero.Nos pegarmos em contato com a liberdade vai sempre gasolina e fogo, e contudo "talvez" conseguimos trabalhar com a explosão, caso contrario nos incendiamos e não tenha proporsão o acontecimento, mas quem esta imune a tal acontecimento?
Porém imanino que não passamos de seres humanos condenados a ter fins e limites, e em contato com você vejo a existencia de fins, vejo limites mas tudo não passa de condição humana, e nessa condição vai sempre estar inserido a possibilidade de poder experimentar, e nisso podemos estar além de todo bem e de todo mal, e da figura e objeto quanto a inserir preços as coisas.Agora tocando em seu nome...




"Aqueles que espancam e também sabem acareciar, nunca o meio termo".


G.Bastos

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